31 de março de 2013

Qualidade da luz - dura ou difusa

Saudações aos leitores do BlogLuzVisivel! No último post falamos sobre a direção da luz e seu impacto na imagem capturada. Nesse post vamos falar de luz difusa e de luz dura. Você sabe o que seria isso?

Uma luz é considerada dura quando as sombras dos objetos iluminados por ela são muito contrastantes e bem definidas. Geralmente essa luz é gerada a partir de uma fonte de luz bem mais forte do que a luz ambiente e pontual em relação ao objeto iluminado. Ela deve ser bem mais forte do que a luz ambiente, senão a luz ambiente pode clarear o que deveria ser uma sombra contrastante. Ela também deve ser pontual em relação ao objeto iluminado senão a própria irá gerar raios provenientes de várias direções e também irá diminuir a definição da sombra.

Uma luz difusa, por sua vez, é uma luz que gera uma sombra muito discreta nos objetos que ela ilumina. Essa luz é normalmente gerada a partir de uma fonte de luz fraca em relação à luz ambiente e/ou ampla em relação ao objeto iluminado. Uma fonte de luz ampla gera raios de várias direções e que podem se encontrar atrás do objeto, iluminando sua sombra.
Luz dura com iluminação excessiva no macaco e sombras muito bem definidas.

Luz difusa que ilumina mais suavemente o macaco e não deixa sombras fortes.

Uma luz dura é mais interessante para enfatizar texturas de um prédio ou monumento, por exemplo. Por outro lado, a luz difusa é mais interessante para fotografia de retrato, de forma que as sombras apenas acrescentam profundidade ao rosto, mas não deixam as marcas de sombras bem definidas.

Na prática, uma luz dura pode se tornar difusa de várias maneiras. Uma delas pode ser tão simples quanto aproximar a fonte de luz do objeto iluminado, tornando-a mais ampla em relação ao objeto. Outra forma é usar um difusor de luz, que espalha os raios de luz em várias direções, diminuindo o contraste da sombra em relação às áreas claras ao seu redor.

Reconhecer e usar uma luz dura ou uma luz difusa é uma das missões mais importantes de um fotógrafo. Isto porque luz e sombra são a matéria prima de qualquer foto. Saber trabalhar bem não só com a luz mas também com as sombras, seja para dar profundidade ou para dramatizar uma cena, é essencial para fazer fotos de qualidade.

Se você tem dúvidas sobre os conceitos e técnicas apresentados neste post ou se tem alguma experiência relacionada, compartilhe conosco deixando o seu comentário abaixo ou nas nossas redes sociais. No próximo post falaremos sobre o flash. Não perca!!

15 de março de 2013

Qualidade da luz - direção

Em outra postagem discutimos a qualidade da luz sob o aspecto da temperatura de cor. Nessa oportunidade continuaremos nosso estudo sobre a qualidade da luz, mas agora sob o aspecto da direção da luz.

Os raios de luz são retilíneos, ou seja, eles partem da fonte de luz em linha reta. Porém, dependendo do tipo de fonte de luz, os raios que ela emite podem ser muito dispersos, seguindo em direções diferentes, ou mais concentrados, seguindo todos em uma mesma direção.

Por exemplo, o Sol é uma fonte de luz dispersa, assim como uma lâmpada de uma casa, cujo objetivo é iluminar o máximo possível do ambiente. Já uma janela pode ser considerada uma fonte de luz direcionada, visto que os raios de luz que a atravessam possuem uma direção mais homogênea.

Uma fonte de luz dispersa é interessante quando se quer uma iluminação mais abrangente do ambiente ou para uma iluminação de fundo. Nesse caso, não se requer muito controle da área iluminada.

Por outro lado, uma luz direcionada pode ser mais interessante para a iluminação do tema em um retrato, por exemplo. Também é muito comum para iluminar apenas parte do tema, como para iluminar o cabelo de uma pessoa.

Em um ambiente de estúdio fotográfico, podem ser utilizados modificadores de luz para transformar uma fonte de luz dispersa em uma fonte de luz direcionada. Esses modificadores são colocados sobre a fonte de luz de forma a bloquear os raios dispersos indesejados. Mas estudaremos os modificadores de luz em outra oportunidade.

Luz direcionada da esquerda para a direita, destacando o macaco na cena e criando sombras suaves que dão a percepção de profundidade.

Luz dispersa que vem de cima e incide por todos os lados do tema; não deixa sombras e dá a impressão de um único plano; sem profundidade e sem brilho nos olhos do macaco.
Por enquanto, vamos ficando por aqui. No próximo post, discutiremos a questão da luz dura e da luz difusa, que é outro aspecto da qualidade da luz.

Deixe o seu comentário a seguir ou nos envie uma mensagem via Twitter ou Facebook. Até mais!

3 de março de 2013

Sensibilidade do sensor (ISO)

Oi pessoal, na última postagem do @BlogLuzVisivel nós falamos sobre a abertura do diafragma. Hoje vamos falar sobre o terceiro parâmetro da exposição, que é a sensibilidade do sensor, também conhecida como ISO.

O ISO é um recurso presente em todas as câmeras que permite o aumento ou a diminuição da captação de luz pelo sensor digital.Ele possui uma escala que geralmente começa em 50 ou 100 e cresce gradativamente multiplicando-se o número anterior por 2. Ou seja, 50, 100, 200, 400, 800, 1600, 3200, 6400, 12800, e assim por diante.

Cada passo nessa escala dobra ou diminui pela metade a captação de luz pelo sensor, gerando uma exposição maior se o número ISO aumenta ou menor se ele diminui. Em contrapartida, o aumento do valor do ISO provoca mais ruído na imagem, ou seja, gera uma imagem mais granulada em comparação com a mesma imagem capturada com um ISO menor. Por isso, o ISO deve ser usado como último recurso para aumentar a exposição de uma imagem, devendo ser mantido com frequência no menor valor até que seja realmente necessário alterá-lo.

Foto registrada com ISO 6400, o que levou a muita granulação (ruído) na imagem.

Foto registrada com ISO 400, o que levou a uma imagem mais limpa.

Você pode precisar aumentar o ISO, por exemplo, em situações de pouca luz nas quais não se pode utilizar um tripé. Nesse caso, aumentar o ISO ajudará a manter a imagem estável mesmo segurando a câmera com as mãos. Além disso, o aumento do ISO possibilita aumentar o alcance da luz do flash. Por exemplo, se com o ISO 100 a luz do flash não consegue ser captada pelo sensor quando o tema da foto está a 10 metros de distância, você pode aumentar o ISO gradativamente até que seja possível captá-la. Essa é uma alternativa para não ter que aumentar a potência do flash, o que aumenta o tempo de recarga para a próxima foto.

Se você tem algum comentário a respeito da utilização do ISO, não deixe de comentar abaixo ou visite o nosso twitter. Na próxima postagem falaremos sobre um tópico muito importante para qualquer fotógrafo: a qualidade da luz. Até lá!