28 de julho de 2013

O que eu não sabia sobre o flash - parte 3

Este é o terceiro artigo do nosso estudo sobre o uso do flash. No último artigo, vimos que o ajuste de exposição quando se usa o flash é principalmente realizado através da função Flash Exposure Compensation (FEC). Essa função nos permite aumentar ou diminuir a potência do flash em relação ao que a câmera originalmente definiu como a potência "ideal" para expor a cena. Mas, ainda no final do segundo artigo desse estudo, vimos que a medição dessa "potência ideal do flash" é realizada com base no centro da cena, independentemente do modo de medição de exposição configurado na câmera (spot, matrix, center-weighted...).

Na prática, isso significa que, se o tema não estiver no centro da cena, é possível que este fique superexposto ou subexposto dependendo do que está de fato no centro da cena. Assim, se um objeto muito escuro estiver no centro da cena, o tema que está na periferia poderá ficar superexposto devido a uma potência do flash muito alta. O inverso pode ocorrer quando o objeto no centro da cena é muito claro, levando a um tema subexposto. Então, como podemos resolver esse problema?

Tema subexposto à direita devido ao centro branco.

Tema superexposto à direita devido ao centro preto.

Flash Exposure Lock (FEL)

Como já foi explicado anteriormente nesse estudo, a leitura da potência ideal do flash é realizada quando se pressiona completamente o botão de registrar foto, mas antes de o obturador expor o sensor digital à luz. Nesse momento, um pré-flash é lançado (quase que imperceptivelmente) e, através deste, a câmera determina a potência do flash necessária para a cena.

Porém, na maioria das câmeras digitais que permitem controles manuais (principalmente SLRs), existe uma função chamada Flash Exposure Lock (FEL) que permite lançar o pré-flash e determinar a potência do flash antes de se apertar o botão de registrar foto. Em câmeras do tipo SLR, geralmente existe um botão específico e de fácil acesso no corpo da câmera para ativar o FEL. Ao pressioná-lo, a câmera lança o pré-flash e determina a potência ideal do flash, bloqueando-a até que a próxima foto seja registrada.

Dessa forma, tudo o que você precisa fazer é pressionar o botão de FEL com o tema no centro da cena e depois recompor a foto, reposicionando-o na periferia. Ao pressionar o botão de registrar foto, a câmera não mais lançará o pré-flash para leitura da potência do flash, mas usará o valor lido anteriormente e, assim, o tema ficará exposto corretamente. Fácil, não!?


  
Tema exposto corretamente à direita (mesmo com o centro preto) devido ao uso da função FEL.

Flash Sync Speed

Um detalhe importante sobre o uso do flash e que foi mencionado rapidamente no primeiro artigo desse estudo é que não é possível utilizar qualquer velocidade de obturador quando se utiliza o flash. Geralmente, a velocidade máxima do obturador permitida está entre 1/200s e 1/250s na maioria das câmeras.

Essa restrição se deve ao fato de que o obturador funciona como duas cortinas que bloqueiam ou deixam passar a luz para o sensor de captura. Inicialmente, uma das cortinas começa a ser recolhida e abre uma fresta entre esta e a segunda cortina, por onde passa a luz que chega ao sensor. Em seguida, a segunda cortina começa a se expandir para fechar essa fresta, impedindo a luz de alcançar o sensor. O tempo entre o início do recolhimento da primeira cortina (abertura da fresta) e o fim da expansão da segunda (fechamento da fresta) é a velocidade do obturador.

Se a velocidade do obturador for maior do que 1/200s ou 1/250s, a fresta será menor do que o sensor, ou seja, a luz nunca alcançará todo o sensor em um mesmo instante. Se isso acontecesse quando o flash fosse utilizado, apenas uma parte do sensor (correspondente à área da fresta) seria alcançada pela luz do flash, visto que esta é muito mais breve do que 1/250s (o que geraria uma imagem parcialmente iluminada pelo flash).

Em geral, a câmera bloqueia automaticamente o uso de velocidades de obturador maiores do que 1/200s ou 1/250s (dependendo da câmera) quando se usa o flash. Ou seja, se você tentar usar uma velocidade de 1/500s, por exemplo, a câmera reduzirá essa velocidade para 1/200s ou 1/250s.

Então não existe solução para esse problema? Você tem que conviver com essa limitação? Na realidade, existe sim uma alternativa para esse problema. Mas esse será o tema do artigo da próxima semana, junto com outras dicas! Fique ligado e boas fotos!

21 de julho de 2013

Pós-processamento: não jogue suas fotos na lixeira!

Aqueles que estão nos acompanhando semanalmente sabem que estamos no meio de um estudo sobre o uso do flash. Então, alguns podem estar se perguntando: qual é o porquê deste artigo agora sobre pós-processamento? Bem... este é um artigo bônus do @BlogLuzVisivel! Ele está completamente fora do nosso estudo semanal. Apenas surgiu a oportunidade de publicar uma breve dica sobre tratamento de imagens e... aqui vamos nós! Só para deixar claro, neste artigo não iremos nos aprofundar em como tratar suas imagens, mas apenas tentar impedir você de jogar suas fotos "ruins" na lixeira!

É comum chegarmos em casa após uma saída para fotografar ou uma comemoração qualquer e, ao importar as fotos do cartão para o computador, jogarmos algumas delas imediatamente na lixeira do computador dada a "suposta" má qualidade da imagem. Às vezes, trata-se de uma exposição com contraste muito alto, um enquadramento que contém muitas distrações, um horizonte inclinado, um tema desfocado ou uma imagem "clipada" (sem detalhes nas áreas claras ou escuras). É fato que alguns desses problemas são incorrigíveis, como a foto desfocada ou clipada. Mas, todos os demais problemas mencionados podem ser facilmente corrigidos em pós-processamento através de um programa de edição de imagens.

Observe a foto original abaixo e pense se você não a jogaria diretamente na lixeira após importá-la para o computador? A foto tem o horizonte inclinado, muitas distrações no plano de fundo e muita claridade no jogador (perdendo alguns detalhes da roupa e da textura da pele).

Foto original apenas com máscara aplicada no rosto do jogador para preservar sua identidade.

Após algum pós-processamento, que incluiu um recorte da imagem para excluir distrações, um ajuste no ângulo para alinhar o horizonte, um ajuste de balanço de branco para um tom de pele mais real e agradável, um ajuste de exposição e de contraste para recuperar os detalhes da roupa e da pele, algum ajuste de cores para realçar o verde do campo de futebol e o laranja do calçado e um efeito de vignette (escurecimento da periferia da imagem) para realçar o jogador e a bola, chegamos à foto abaixo.

Foto pós-processada e com máscara aplicada no rosto do jogador para preservar sua identidade.

E agora? Você jogaria essa foto na lixeira? Creio que não. Observe bem como os detalhes da roupa e dos braços e pernas do jogador foram recuperados e o enquadramento ficou bem mais interessante!

Como expliquei anteriormente, esse é um artigo bônus do @BlogLuzVisivel e não é dedicado ao tratamento de imagens, mas apenas a fazer você pensar duas vezes antes de jogar suas fotos na lixeira. É claro que você deve estar se perguntando como fazer isso, mas só trataremos mais profundamente deste assunto em outra oportunidade. Para os mais ansiosos, apenas deixo a seguinte dica: o Adobe Lightroom é um excelente software para tratamento profissional de imagens!

Por hoje é só pessoal! Bom fim de fim de semana para todos! E pense duas vezes antes de pressionar o botão "delete", OK? Você pode estar perdendo uma ótima foto!

17 de julho de 2013

O que eu não sabia sobre o flash - parte 2

A grande dúvida que provavelmente ficou martelando sua cabeça desde o nosso último artigo há uma semana é: como faço para aumentar a exposição da foto quando uso o flash em modo automático (TTL) e como luz principal? No último artigo, que é a base teórica para o que vamos conhecer hoje, explicamos que os parâmetros tradicionais de exposição (velocidade do obturador, abertura e ISO) podem não ter a influência esperada. Isto porque, em modo automático, a potência do flash é ajustada de tal forma a manter um nível considerado ideal pela câmera para aquela cena. Ou seja, ao alterar abertura e ISO, por exemplo, a potência do flash é ajustada para compensar a alteração e manter a exposição no mesmo nível ideal. Assim, nenhuma alteração na exposição é observada ao ajustar esses parâmetros. Então, como podemos fazer?

1. Flash Exposure Compensation é a salvação

Para realizar uma alteração na exposição da foto usando o flash em modo automático e como luz principal é preciso utilizar a função Compensação de Exposição do Flash (Flash Exposure Compensation - FEC). Esta função realiza o ajuste da potência do flash de acordo com a preferência do fotógrafo. Basicamente, o fotógrafo ajusta quanto de potência a mais ou a menos ele quer do flash. Essa configuração, em geral, permite ajustes entre -2 stops (1/4 da potência ideal) a +2 stops (4 vezes a potência ideal) em intervalos de 1/3 de stop. Dessa forma, se, pela leitura da câmera, a potência ideal do flash para uma dada cena for "x" e o FEC estiver configurado para +1 stop, a potência final será de "2x", duplicando a quantidade de luz na cena e, consequentemente, aumentando a exposição da foto. Configurando-se o FEC para -1 stop, a situação é inversa, ou seja, a quantidade de luz é reduzida pela metade, diminuindo a exposição da foto.

Foto registrada com flash automático e sem FEC. Exposição: 1/200s f/5,6 ISO 200.

Foto registrada com flash automático e com FEC em +1 stop. Exposição: 1/200s f/5,6 ISO 200.

Foto registrada com flash automático e com FEC em -1 stop. Exposição: 1/200s f/5,6 ISO 200.

Diferentemente dos parâmetros de exposição tradicionais (obturador, abertura e ISO), o FEC não altera a quantidade de luz ambiente captada pela sensor, mas apenas a quantidade de luz emitida pelo flash. Desta forma, qualquer alteração no FEC modifica a relação entre luz ambiente e luz do flash e pode ser claramente observada na exposição final da foto.

2. O modo de exposição da câmera influencia o uso do flash

Nesse sentido, é importante saber também que o modo de exposição da câmera tem grande influência na relação entre a quantidade de luz ambiente e a quantidade de luz do flash. Por exemplo, no modo de exposição Automático (A), a câmera só dispara o flash quando a quantidade de luz extra (luz do flash) necessária for pelo menos igual à quantidade de luz ambiente captada na cena. Ou seja, neste modo de exposição, o flash é utilizado prioritariamente como luz principal. Já no modo Programa (P), o flash pode ser utilizado como luz principal (mais forte do que a luz ambiente, caso esta seja muito fraca) ou como luz de preenchimento (mais fraca do que a luz ambiente, caso esta seja considerável). Nos modos Prioridade de Abertura (Av) e Prioridade de Obturador (Tv), o flash é utilizado prioritariamente como luz de preenchimento (mais fraca do que a luz ambiente). E no modo Manual (M), assim como no modo Programa (P), o flash pode ser utilizado como luz principal ou de preenchimento, de acordo com a necessidade.

3. A medição da potência do flash pode resultar em uma foto subexposta ou superexposta

Muito bem! Para dominar o básico do uso do flash, só precisamos de mais uma informação: como é feita a medição da potência ideal do flash para uma dada cena? Já vimos no artigo anterior desta série que esta medição é realizada através de um pré-flash disparado no momento em que se pressiona completamente o botão de registrar foto, mas antes do obturador se abrir e expor o sensor. Mas que parte da cena é avaliada a partir desse pré-flash? Toda a cena ou apenas uma parte dela?

A resposta é: apenas o centro da imagem é avaliado para definir a potência do flash. E o mais interessante é que isto independe do tipo de medição de exposição (spot, center-weighted, evaluative, matrix) configurado na câmera. Ou seja, não importa se a leitura da exposição realizada normalmente pela câmera leva em consideração toda a cena ou apenas parte dela; para definir a potência do flash, apenas o centro da imagem é considerado como referência.

Aí vem a próxima dúvida: e se o tema da minha foto não estiver localizado no centro da imagem (o que, em geral, é verdade!)? Minha foto pode ficar subexposta ou superexposta? Bem... estas são cenas do próximo capítulo! Responderemos esta dúvida e esclarecemos outras questões no próximo artigo desse estudo, daqui a uma semana. Não perca!!

9 de julho de 2013

O que eu não sabia sobre o flash - parte 1

O flash é uma das ferramentas mais poderosas e controversas da fotografia. Há quem não fotografe sem ele e há quem o exclua completamente do seu leque de opções. Mas a verdade é que, apesar do que possa parecer, esta não é uma ferramenta simples de compreender e manipular e traz incertezas quanto à exposição da foto em um primeiro momento. Para revelar algumas das dicas mais esclarecedores sobre o funcionamento do flash, lançamos um estudo específico que começa com este artigo! Neste estudo, vamos entender principalmente como a iluminação do flash é influenciada pelos parâmetros de exposição e medição de luz (fotometria) da câmera, o que é essencial para fazer fotos com flash com consciência dos resultados a serem obtidos a cada alteração de configuração da câmera. Pegue sua bebida preferida e sua câmera, e vamos começar!!

Modos de operação do flash: manual e automático (TTL)

O flash possui dois modos de operação: o manual e o automático.

No modo manual, o fotógrafo decide quanto de luz o flash irá disparar e os parâmetros da câmera são completamente ignorados. As opções de quantidade de luz nesse modo, em geral, vão de 1/1 (máxima potência do flash) até 1/64 (64 avos da potência máxima), em intervalos de 1/3 de stop. Esse modo é mais utilizado em estúdio, onde se tem controle total sobre a luz e, geralmente, quando há tempo para fazer fotos de teste e ajustar o equipamento.

Flash manual em 1/1 (potência máxima). Sem flash, seria uma foto completamente escura. Exposição em 1/200s f/5,6 ISO 200.

Flash manual em 1/64 (potência mínima). Sem flash, seria uma foto completamente escura. Exposição em 1/200s f/5,6 ISO 200.

No modo automático, a potência do flash é determinada por uma medição de luz realizada pela câmera através das lentes, que é comumente chamada de TTL (through the lens), e por alguns parâmetros de exposição, como abertura e ISO.

Flash em modo automático. Sem flash, seria uma foto completamente escura. Exposição em 1/200s f/5,6 ISO 200.

Dica #1: a medição do flash é diferente da medição da exposição

Aqui é preciso entender que essa medição de luz para o flash é completamente distinta daquela realizada pela câmera para estimar a exposição da foto. A medição para exposição é realizada quando se aperta o botão de registrar foto até a metade, enquanto que a medição para a potência do flash é realizada ao se pressionar completamente este botão, mas antes do obturador se abrir e expor o sensor. Ao pressionar completamente o botão de registrar foto, um pré-flash é disparado ainda com o obturador fechado e a leitura da luz que passa pela lente é captada por um sensor interno. Essa leitura irá determinar a potência da luz do flash a ser utilizada de forma a complementar a luz ambiente no que for necessário.

Dica #2: a velocidade do obturador não influencia a potência do flash

Também é importante saber que a velocidade do obturador é desconsiderada nessa medição. Ou seja, não importa para qual velocidade de obturador a câmera esteja configurada, a potência do flash será determinada por uma função que considera apenas a leitura durante o pré-flash, com os parâmetros de abertura e ISO naquele momento.

Flash em modo automático. Sem flash, seria uma foto completamente escura. Exposição em 1/60s f/5,6 ISO 200. Compare com a foto anterior e perceba que a exposição é exatamente a mesma, apesar da alteração na velocidade do obturador. Se quiser conferir com precisão, abra as duas fotos em um programa de edição de imagens e observe o histograma de cada uma delas. Eles são idênticos.

Dica #3: a velocidade do obturador pode influenciar a exposição da foto, mas com limitações

Note que isto não quer dizer que a exposição da foto não pode ser controlada pela velocidade do obturador quando se utiliza o flash. Se a câmera estiver no modo manual, por exemplo, e for selecionada uma velocidade de obturador tão lenta que a luz ambiente será captada em grande quantidade mesmo sem o flash, ao ativar o flash essa quantidade de luz se somará à luz emitida pelo flash e gerará uma foto superexposta.

Foto sem flash. Exposição em 1s f/5,6 ISO 200. Muita luz ambiente já está sendo captada mesmo sem o flash.

Flash em modo automático. Sem flash, seria como na foto anterior. Exposição em 1s f/5,6 ISO 200. A câmera ignorou a velocidade do obturador muito lenta e simplesmente definiu a potência do flash com base no pré-flash e os parâmetros de abertura e ISO, adicionando muito mais luz do que o necessário e superexpondo a foto.

Porém, normalmente o flash é utilizado (i) como luz principal em situações de pouca luz ou (ii) como preenchimento de sombras em situações de muita luz. (i) Quando há pouca luz, a velocidade do obturador será geralmente algo entre 1/60s (para que seja possível segurar a câmera com as mãos sem desfocar) e 1/200s (máximo permitido em geral para fotos com flash). Nesse caso, essa configuração é suficiente para cortar completamente a luz ambiente, zerando essa componente da soma e, portanto, qualquer configuração de velocidade do obturador nesse intervalo não alterará a exposição da foto. (ii) Na situação de muita luz ambiente com flash para preenchimento (sob forte luz do sol, por exemplo), a velocidade do obturador será normalmente a máxima permitida para uso com flash (em torno de 1/200s) com abertura em f/16 a fim de manter a exposição em um nível aceitável. Isso limita a flexibilidade de configuração da velocidade do obturador e, portanto, a possibilidade de alterá-lo para definir a exposição final da foto.

Dica #4: na prática, nada influencia a exposição da foto, exceto...

Tudo isso significa que, se você estiver usando o flash no modo automático (que é o mais comum) e achar que precisa de mais ou menos luz, você pode não perceber nenhuma diferença na exposição ao alterar os parâmetros de exposição (obturador, abertura e ISO). Como já foi explicado, a alteração da exposição pela velocidade do obturador é limitada em condições normais de uso do flash. Já a abertura e o ISO, apesar de influenciarem diretamente a potência do flash, quando se diminui ou aumenta esses parâmetros a câmera aumenta ou diminui automaticamente a potência do flash para compensar a diferença de luz e, com isso, manter a exposição da foto em um mesmo nível que ela considera ideal de acordo com o pré-flash.

Flash automático. Exposição em 1/200s f/4,5 ISO 200. Mesma exposição das outras duas fotos desta sequência.

Flash automático. Exposição em 1/200s f/8 ISO 200. Mesma exposição das outras duas fotos desta sequência.

Flash automático. Exposição em 1/200s f/5,6 ISO 800. Mesma exposição das outras duas fotos desta sequência.

A única exceção para a regra descrita no parágrafo anterior é quando a alteração na abertura ou no ISO gera uma exposição tão baixa que o flash é incapaz (mesmo na maior potência) de prover a iluminação necessária para a exposição "ideal". É o que ocorre na foto a seguir, em que a combinação de abertura e ISO levam à potência máxima do flash (1/1), mas esta não é suficiente para expor a foto "corretamente".

Flash automático. Exposição em 1/200s f/11 ISO 200. Foto subexposta porque a potência máxima do flash não foi suficiente para manter a exposição em um nível "adequado".

Dica #5: a exposição da foto com o uso do flash é um mistério a ser revelado

Existem recursos como a luz modeladora do flash e acessórios externos de medição de luz incidente que podem ajudar na pré-visualização da exposição da foto e na estimativa de potência do flash a ser utilizada. Porém, estes são recursos apenas auxiliares. Na prática, o resultado da exposição da foto com flash só será conhecido após o registro dela. Por isso, é muito importante treinar o uso do flash para conseguir fazer fotos sem ter que registrar muitas imagens de teste previamente.

Por hoje vamos ficar por aqui, mas na semana que vem continuaremos nosso estudo sobre o flash e a fotometria. Se você está curioso para saber, então, como é possível aumentar ou diminuir a exposição da foto com o uso do flash automático já que o obturador, a abertura e o ISO não fazem qualquer diferença, não perca o próximo artigo deste estudo! Até a próxima semana!