27 de abril de 2013

Tipos de lentes

Olá, leitores do @BlogLuzVisivel! No último artigo discutimos a temperatura de cor, que é uma propriedade de qualidade da luz. Hoje vamos falar sobre uma das maiores dúvidas que os fotógrafos amadores têm ao adquirir uma câmera dSLR: qual lente ou quais lentes comprar.

Existem vários tipos de lente e a melhor escolha depende muito do tipo de foto que você quer fazer. Por isso, se você já adquiriu uma câmera com lente, não se apresse em comprar outra lente até que você domine o seu conjunto atual e saiba exatamente o que o deixa frustrado em relação a ele. Ou seja, que tipo de foto você não consegue fazer tão bem com ele e qual é a questão técnica específica que o impede.

Uma lente normal, ou uma objetiva normal, é uma lente com 50mm de distância focal. Ela é chamada dessa forma porque algumas características da imagem capturada por ela se assemelham ao que o olho humano vê, como a  distância relativa entre os objetos da cena, por exemplo.

Já uma lente grande-angular, é uma lente com distância focal menor do que 50mm, permitindo capturar mais elementos da cena mesmo a uma distância pequena (ângulo de visão maior). Por esse motivo, esse tipo de lente é mais utilizado para fotografar paisagens.

Por outro lado, a lente do tipo telefoto é uma lente com distância focal maior do que 50mm, ampliando a imagem e capturando uma área menor da cena (ângulo de visão menor). Esse tipo de lente é mais utilizado em fotografia de retrato e de esportes, por exemplo.

Quando uma lente possui uma faixa de distâncias focais, como uma 70-200mm ou uma 18-55mm por exemplo, ao invés de uma distância focal fixa (ou prime), está é chamada de lente zoom.

Um tipo de lente mais especializado é a objetiva olho-de-peixe. Esse tipo de lente possui um ângulo de visão de 180 graus. Uma lente olho-de-peixe é utilizada geralmente em fotos de cunho mais artístico devido às grandes distorções geradas nas bordas da imagem.

Outra lente bastante especializada é a lente do tipo macro. Esse tipo de lente é capaz de focar em um objeto posicionado a uma distância muito pequena da câmera e produzir uma imagem de escala 1:1. Esse tipo de objetiva é muito utilizado para fotografar pequenos insetos em grande nível de detalhes, por exemplo.

Duas características importantes na escolha do tipo de objetiva são a distorção e a perspectiva. Uma lente grande-angular, por exemplo, pode gerar distorções consideráveis no rosto de uma pessoa, o que não seria notável com uma lente telefoto de 100mm, por exemplo. Além disso, uma lente grande-angular tende a aumentar a distância aparente entre os elementos da cena, dando a impressão de um ambiente mais amplo do que o real. Esse efeito é inverso com uma lente telefoto.

Foto registrada com lente de distância focal de 18mm. Observe a distorção no nariz do elefante, que parece bem maior do que na foto abaixo. Além disso, observe que a distância entre o elefante e o macaco parece ser bem maior do que na foto abaixo.

Foto registrada com lente de distância focal de 55mm. Observe como as proporções do nariz em relação ao corpo do elefante são mais reais e a distância entre os objetos é aparentemente reduzida.

Outras características como (i) a possibilidade de foco manual e/ou automático, (ii) a presença ou não de um estabilizador de imagem para evitar tremidos e (iii) a abertura do diafragma são também muito relevantes.

A abertura, como já estudamos, é um dos parâmetros que regula a exposição da foto e também a profundidade de campo. Então, se você precisa fotografar em situações de baixa luminosidade, por exemplo, você vai precisar de uma lente muito aberta, como uma f/1.4 ou f/1.8. Mas lembre-se de que isso também vai gerar uma foto com pouca profundidade de campo.

Com certeza ainda temos muito a falar sobre os tipos de lente, mas, por hoje, vamos ficando por aqui. Deixe o seu comentário abaixo ou nas nossas redes sociais (@BlogLuzVisivel ou Luz Visivel)! Na próxima oportunidade, falaremos sobre o histograma e os alertas de brilho, que lhe ajudarão a fazer fotos com a exposição perfeita.

22 de abril de 2013

Qualidade da luz - temperatura de cor

Olá leitores do @BlogLuzVisivel! Na última postagem nós discutimos sobre o terceiro parâmetro da exposição, o ISO. Nessa postagem nós vamos falar um pouco sobre uma propriedade muito importante para qualquer fotógrafo: a qualidade da luz.

A luz é a base de qualquer fotografia, pois sem ela não se há o que registrar. Antes mesmo de encontrar um tema para fotografar, é preciso que haja luz para tal. Então, é muito importante entender bem as características da luz: como ela incide sobre o tema, como ela é refletida em diferentes superfícies e elementos, que tipo de sombra ela gera e como você pode modificá-la, são exemplos dos diversos aspectos da luz que devem ser considerados em qualquer fotografia.

Vale salientar que, apesar de a luz ser um elemento essencial em qualquer fotografia, é possível fazer ótimas fotos com pouquíssima luz, desde que seja uma luz de qualidade. Porém é muito pouco provável que sua foto seja muito boa com uma luz de baixa qualidade, mesmo que esteja presente em grande quantidade.

Assim, para começar nosso estudo sobre a luz, vamos falar sobre a temperatura de cor. Essa propriedade da luz é medida em Kelvin e indica se a luz tem uma tonalidade mais azul, verde, vermelha... enfim, as diversas cores que a luz pode assumir.

Nossa maior referência quando se trata de temperatura de cor é a luz do sol, que possui uma tonalidade levemente azulada ao meio-dia e é medida em aproximadamente 5400 Kelvin. Outras referências comuns no dia a dia são a luz incandescente (bastante amarelada) e a luz fluorescente (mais azulada que a luz do sol).

Mas porque isso é importante? Ora, você não quer que a camisa branca do seu tema saia azulada ou amarelada na foto, certo? O nosso cérebro é capaz de compensar essas diferentes tonalidades da luz automaticamente com grande perfeição, porém a câmera nem sempre o faz tão bem assim. Por isso, muitas vezes você terá que fazê-lo manualmente usando a configuração do balanço de branco da sua câmera. Mas, por enquanto, isso é tudo o que você precisa saber. Discutiremos o balanço de branco em outra oportunidade.
Balanço de branco configurado como Sombra (Shade); levou a uma tonalidade levemente avermelhada.

Balanço de branco configurado como Tungstênio (Tungsten); levou a uma tonalidade bastante azulada.

Balanço de branco Personalizado (Custom); levou a uma tonalidade natural, em que o branco é representado fielmente como branco.
Deixe seu comentário e não perca a continuidade do nosso estudo sobre a qualidade da luz no próximo post. Até lá!

15 de abril de 2013

Fonte de luz pontual vs. extensa

Olá, pessoal! No último post nós falamos sobre o flash, que nada mais é do que uma fonte de luz artificial usada como luz principal ou complementar à cena. Muito bem! Hoje vamos falar sobre dois tipos de fonte de luz: a pontual e a extensa.

Existem vários tipos de fonte de luz e cada um desses tipos produz uma luz com qualidades distintas. Uma fonte de luz pontual, por exemplo, produz uma luz dura, ou seja, que gera sombras muito bem definidas.

Esse tipo de luz pode ser útil em fotografia de arquitetura em que se queira enfatizar a textura na parede de um monumento. Um exemplo concreto de fonte de luz pontual é o Sol. Embora ele seja muito maior do que a Terra, devido a sua distância ao nosso parte, ele se torna uma pequena fonte de luz no céu.

Por outro lado, uma fonte de luz maior em relação ao tema gera uma luz dita mais difusa, ou seja, cujas sombras geradas são menos definidas. Esse tipo de luz é muito utilizada em fotografia de retrato, em que se busca uma luz mais homogênea no rosto, com menos distinção entre sombra e luz.

Note que, muitas vezes, alterar a distância da fonte de luz em relação ao tema pode ser suficiente para mudar completamente a qualidade da luz que incide sobre ele. Assim, aumentando essa distância, a fonte de luz se torna menor em relação ao tema e a luz incidente fica mais dura. No sentido contrário, a luz se torna mais difusa e homogênea.

Outro recurso que se pode utilizar para transformar uma luz dura em uma luz difusa é um modificador de luz colocado entre a fonte de luz e o objeto a ser iluminado. Um modificador natural de luz são as nuvens. Quando o céu está nublado, a luz recebida do Sol deixa de ser dura e passa a ser difusa na Terra, uma vez que as nuvens passam a ser a própria fonte, muito mais ampla em extensão em relação a Terra. Por isso, nunca deixe de sair para fotografar com a desculpa de que o dia está nublado. Pelo contrário! Proteja o seu equipamento e aproveite a ótima qualidade da luz provida através das nuvens.

Luz dura gerada por uma fonte de luz pontual (um flash) sem o uso de modificadores.
Luz difusa gerada por uma fonte de luz pontual (um flash) modificada por uma folha de papel sulfite. A folha de papel sulfite posicionada entre o flash e o tema amplia o tamanho relativo da fonte de luz (que passa a ser folha) em relação ao tema.
Deixe seu comentário abaixo ou em nosso Twitter. No próximo post falaremos sobre os diferentes tipos de lentes. Até lá!

4 de abril de 2013

Flash

Olá, leitores do @BlogLuzVisivel! Na última postagem apresentamos uma característica importante da qualidade da luz. Se você perdeu, não deixe de conferir no histórico do blog aqui ao lado. Hoje vamos discutir sobre uma das  ferramentas mais comuns para qualquer fotógrafo: o flash!

O flash é uma fonte de luz artificial que pode ser utilizada como luz principal ou apenas para adicionar alguma iluminação extra ao tema da foto.

Todas as câmeras comuns possuem um flash embutido no próprio corpo da câmera. Esse flash é uma fonte de luz muito pontual e direcionada, geralmente muito ruim para uma boa fotografia de retrato, por exemplo.

Uma vez que o flash embutido é fixo, não é possível alterar o ângulo de emissão da luz em relação ao tema, ou seja, a luz sempre incidirá diretamente sobre o que estiver em frente à câmera. Esse fato geralmente leva a uma luz dura e frontal, incomum de se ver no dia a dia.

Uma flexibilidade presente em câmeras dSLR em relação ao flash embutido, porém, é a possibilidade de alterar a sua potência, emitindo mais luz ou menos luz de acordo com a necessidade. Independentemente disso, as câmeras atuais possuem recursos automáticos para avaliar a quantidade de luz extra necessária e disparar o flash com a potência que considerar mais adequada.

Por outro lado, uma fonte de luz artificial mais potente e flexível é o flash externo. O flash externo possui uma área maior de emissão de luz, gerando uma luz mais difusa em relação ao flash embutido. Além disso, ele possui uma cabeça pivotante que pode ser ajustada em diversos ângulos, possibilitando que a luz incida sobre o tema em diferentes direções.

Outra característica importante do flash externo é a possibilidade de retirá-lo da câmera e o colocar em uma posição completamente diferente daquela da câmera. Isso aumenta muito as possibilidades de iluminação de uma fotografia e permite que você seja criativo em relação a ela.

Luz dura e frontal gerada por um flash embutido; sombra bem definida atrás do macaco e muito brilho na face e nos braços.

Luz difusa e lateral gerada por um flash externo rebatido na parede; sombras suaves e brilho mais equilibrado na face e nos braços.
Existem vários outros recursos e acessórios que podem ser utilizados com o flash, como filtros, difusores, rebatedores... Porém, deixaremos essa apresentação para outra oportunidade. No momento, você precisa entender apenas por que o flash externo é melhor do que o embutido e saber que você, geralmente, não vai querer que a luz do flash incida diretamente sobre o tema. Ou seja, você normalmente vai procurar rebater a luz do flash em uma parede ou no teto do local, a fim de difundir melhor a luz e simular uma luz mais natural.

Se a mensagem ainda não foi clara o bastante, o flash pode ser um elemento indispensável para fazer algumas fotos, seja como luz principal ou como luz secundária. Por isso, mesmo que você opte posteriormente por fotografar apenas com luz natural, é muito importante que você saiba utilizá-lo em caso de necessidade.

Vamos ficando por aqui! Caso você tenha mais interesse no assunto, deixe o seu comentário aqui, no Face ou no Twitter. Na próxima postagem falaremos sobre fonte de luz pontual e fonte de luz extensa. Até lá!