13 de fevereiro de 2013

Exposição

Olá! Estamos aqui para mais uma postagem do @BlogLuzVisivel. Na última postagem discutimos sobre zoom, distância focal e ângulo de visão. Desta vez, vamos falar sobre um assunto muito importante na fotografia: a exposição. Para começar de forma simples, vamos tentar entender o que é a exposição.

A exposição está relacionada com a intensidade da luz que é capturada pelo sensor através das lentes da câmera. Pode-se dizer que quanto maior é a exposição, mais clara é a foto. Por outro lado, quanto menos exposta é a foto, mais escura ela se apresenta. No meio termo, está o ponto de exposição ideal, que revela uma imagem com intensidade de luz similar à observada a olho nu.

Toda câmera fotográfica que permite ajuste de exposição possui um indicador do nível de exposição da foto. Esse indicador mostra o desvio do nível de exposição em relação ao que a câmera considera como o ponto de exposição ideal para aquela foto. Esse indicador só é possível graças a um dispositivo na câmera fotográfica chamado de fotômetro. O fotômetro, então, é o dispositivo responsável por medir a intensidade de luz que será capturada pelo sensor através das lentes. É através desse mesmo dispositivo que a câmera calcula o que ela considera ser o ponto de exposição ideal. Diz-se que uma foto está superexposta quando o seu nível de exposição é superior ao nível de exposição ideal. De forma similar, uma foto está subexposta quando seu nível de exposição é inferior ao nível de exposição ideal. Mas como o nível de exposição ideal é calculado? Para saber como o nível de exposição ideal é calculado, é preciso entender como o fotômetro funciona e o que a câmera assume a respeito do mundo real.

O fotômetro da câmera mede a intensidade de luz refletida pelos objetos que estão no campo de visão da lente. Essa intensidade de luz é controlada por 3 parâmetros de configuração da câmera: a abertura do diafragma, a velocidade do obturador e a sensibilidade do sensor (ISO). Estudaremos como controlar esses parâmetros nas postagens seguintes do @BlogLuzVisivel. No momento, basta entendermos que a intensidade de luz percebida pelo fotômetro depende da configuração desses 3 parâmetros.

A câmera, por sua vez, assume que a intensidade de luz média de qualquer foto do nosso mundo real deve corresponder a um cinza a 18%. Ou seja, não importa qual é a cena que você esteja fotografando, toda câmera assume que a média das intensidades de luz de cada ponto da foto deve ser igual a um cinza a 18%. Assim, o ponto de exposição ideal da foto para a câmera é aquele em que a média das intensidades de luz se iguala a cinza a 18%.

A partir da informaçao de intensidade de luz obtida pelo fotômetro e da premissa assumida pela câmera a respeito da intensidade de luz média de qualquer foto, a câmera informa previamente ao fotógrafo se a foto está subexposta, superexposta ou idealmente exposta. Mas podemos realmente confiar nessa informação? De fato toda foto tem uma intensidade de luz média equivalente ao cinza a 18%?

Infelizmente, apesar de ser uma boa estimativa, a regra do cinza a 18% nem sempre é verdadeira. Acontece que, se você estiver tirando uma foto de um objeto essencialmente escuro ou muito claro, é provável que a regra dos 18% não valerá. Nesses casos, a câmera fará com que ambos os objetos (escuro e claro) pareçam a mesma coisa: um cinza a 18%. Esquisito, não é? Mas é assim mesmo que a câmera funciona! E, por isso mesmo, não podemos confiar cegamente no que nos indica a câmera fotográfica.

Para corrigir o problema de exposição mencionado acima, é preciso observar a intensidade de luz refletida pelo objeto que se está fotografando. Se o objeto é escuro, a tendência da câmera é superexpor a foto para compensar e chegar ao cinza a 18%. Nesse caso, você deve configurar manualmente um ou mais dos 3 parâmetros de controle de exposição da câmera para tentar reduzir a intensidade de luz capturada pelo sensor. Ao fazer isso, a câmera irá indicar que a foto está subexposta, mas você, fotógrafo, saberá que isso é um erro. De forma similar, se você está fotografando um objeto muito claro, a câmera tenderá a subexpor a imagem para chegar ao cinza a 18%. Nesse caso, você deve fazer a operação inversa, configurando os parâmetros de exposição manualmente para aumentar a intensidade de luz capturada pela câmera.

É importante ajustar adequadamente a exposição da foto. Salvo as exceções mencionadas acima, uma foto subexposta normalmente não apresenta detalhes nas regiões mais escuras (sombras completamente negras, por exemplo). Por outro lado, uma foto superexposta normalmente não apresenta detalhes nas regiões mais claras (nuvens completamente brancas, por exemplo). As fotos mais difíceis para se configurar a exposição corretamente são aquelas que apresentam objetos muito claros e muito escuros na mesma cena. Nesses casos, muitas vezes é necessário optar por perder os detalhes do objeto claro ou do objeto escuro para obter uma exposição adequada, embora existam outras alternativas como as fotos High Dynamic Range (HDR) que buscam obter ambos os detalhes na mesma foto. Mas esse é um assunto para outra postagem do @BlogLuzVisivel. Acompanhe as publicações do nosso blog por e-mail, feed ou pelo twitter. Acesse os links no menu ao lado!
Foto subexposta em -1 stop (metade da luz necessária). Muitas sombras sem detalhes.

Foto exposta corretamente. Distribuição equilibrada de áreas claras e de sombras.

Foto superexposta em +1 stop (o dobro da luz necessária). Muitas áreas claras sem detalhes.
Na próxima postagem falaremos sobre um dos 3 parâmetros de configuração da exposição: a velocidade do obturador. Não perca!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário