2 de junho de 2013

Modos de exposição - parte 1

Oi pessoal! Estamos de volta para mais um estudo do @BlogLuzVisivel sobre fotografia digital. O tema de hoje são os Modos de Exposição. Esse estudo foi dividido em 2 artigos para facilitar o entendimento e não sobrecarregá-lo de informações. Vamos lá!

Os modos de exposição são opções de configuração da câmera que definem como será ajustada a exposição das fotos. Essas opções vão do mais automático ao completamente manual, passando por alguns modos semi-automáticos que fazem uso dos recursos da máquina mas também requerem algumas habilidades do fotógrafo.

O primeiro modo de exposição é muito conhecido porque está presente em todas as câmeras, desde as compactas até as profissionais: o modo automático. O modo automático (A) não exige nenhuma grande habilidade do fotógrafo no que diz respeito à exposição, visto que o trabalho duro é realizado pela câmera. Mais precisamente, o fotômetro da câmera faz a leitura da luminosidade da cena e a câmera ajusta obturador, diafragma, ISO e flash para expor a foto. O resultado é aquele que a câmera decidiu entregar, mas não necessariamente aquilo que você gostaria que fosse.

Configuração do modo Automático (A).
Modo Automático (A): 1/60s f/5.6 ISO 400 com flash disparado automaticamente pela câmera. O disparo do flash preencheu as sombras no tecido sobre o qual o tema repousa e também mudou sua tonalidade de amarelada para branco. Além disso, a abertura f/5.6 desfocou levemente a bola amarela.
No outro extremo está o modo manual (M), no qual toda a responsabilidade da exposição da foto recai sobre o fotógrafo. Este é responsável pela configuração de obturador, diafragma, ISO e flash para entregar o resultado que ele quer. Esse modo requer prática e é muito indicado para quem quer aprender a usar os recursos de exposição da câmera e fazer fotos mais artísticas.

Configuração do modo Manual (M).
Modo Manual (M): 1/50s f/8 ISO 400 sem flash. Sem o flash, algumas sombras aparecem no tecido sobre o qual o tema repousa e a tonalidade amarelada do tecido se torna mais evidente. O uso da abertura f/8, porém, deixou todas as bolas em foco.
Entre esses extremos estão os modos Programa (P), Prioridade de Obturador (Tv), Prioridade de Abertura (Av) e Prioridade de Profundidade de Campo (A-DEP).

O modo Programa (P) pode ajustar obturador, diafragma e ISO, mas deixa a decisão de usar ou não o flash para o fotógrafo. Assim, ele é muito parecido com o modo automático, embora o resultado da foto possa ser mais controlado. Assim como no modo automático, objetos muito claros ou muito escuros podem não aparecer na foto com a tonalidade esperada. Este modo é mais recomendado para fotos casuais em que se tenha pouco tempo para realizar um ajuste fino da exposição ou em situações de pouca iluminação mas em que se quer ter controle sobre o flash.

Configuração do modo Programa (P).
Modo Programa (P): 1/60s f/5 ISO 250 sem flash. Sem o flash, novamente as sombras no tecido aparecem, junto com a sua tonalidade amarelada. O uso da abertura f/5 aqui também desfoca a bola amarela.
Modo Programa (P): 1/60s f/5 ISO 400 com flash ativado manualmente. Com o uso do flash, o tecido se torna branco e as sombras são preenchidas. Porém, em comparação com a foto do modo Automático (A), percebe-se que esta foto está levemente superexposta devido ao uso de um ISO maior (ISO 400). A bola amarela continua desfocada pelo uso da abertura f/5.
É importante ressaltar que o modo de exposição escolhido pelo fotógrafo não é mais importante do que o resultado obtido. Assim, desde que a foto seja apreciada, não importa em que modo ela foi registrada. Eu, particularmente, gosto muito de fazer fotos no modo manual. Porém, inicialmente isso pode requerer um pouco mais de tempo para configurar o equipamento e até algumas fotos de teste antes de começar a registrar de verdade. A dica é: experimente!

No próximo artigo continuaremos esse estudo e falaremos sobre os outros modos de exposição. Siga-nos no Twitter ou Facebook e até lá!

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